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Aquecimento global causará êxodo na Mata Atlântica, aponta Unicamp

por Editor 17 de novembro de 2025
17 de novembro de 2025
Estudo analisou 6.732 espécies e detectou maior vulnerabilidade entre anfíbios (na foto, a espécie Crossodactylodes izecksohni, um tipo de sapo-bromélia) | Foto: esteban_koch/inaturalist.org
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A chance de um animal ou de uma planta sobreviver ao aquecimento global está associada ao seu potencial em suportar o frio e o calor, o que tem implicações sobre sua habilidade de deixar o local onde vive e se dispersar para áreas onde a temperatura não põe sua vida em risco. A constatação foi feita pelo biólogo Cleber Chaves, que analisou dados acumulados de 6.732 espécies de vegetais, de vertebrados e invertebrados da Mata Atlântica em sua pesquisa de pós-doutorado, realizada no Laboratório de Ecologia Evolutiva e Genômica do Instituto de Biologia (IB), da Unicamp. Seu trabalho alerta para o risco de uma extinção em massa, que ameaça a existência de um dos biomas mais biodiversos do planeta, e comprova a necessidade de investir na criação de áreas de preservação e de corredores ecológicos nas regiões mais altas do bioma, para onde os animais podem se dispersar. Indica, ainda, a importância de considerar a tolerância térmica e a habilidade de dispersão das espécies para a criação destes corredores ecológicos.

Para o futuro, a pesquisa, que se concentrou no período entre os anos 2060 e 2080, antevê um “êxodo de espécies” no platô do rio Paraná, localizado na região oeste do Estado de São Paulo, caso a temperatura e as emissões de carbono superem os limites já estipulados. Os Campos Rupestres, nas altas latitudes da Serra do Espinhaço – entre Minas Gerais e Bahia –, aparecem como provável destino de boa parte dos organismos investigados, daqui a 40 anos. “Com a migração de novas espécies para a região, aumentará a interação entre elas, a competição e a predação, ameaçando principalmente aquelas que já estavam lá”, diz Chaves. São centenas de espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, insetos, árvores, bromélias e orquídeas, entre outros seres vivos.

Segundo a previsão do pesquisador, a situação mais crítica será vivida pelos anfíbios, animais ectotérmicos que, por serem incapazes de autorregular sua temperatura corporal, utilizam fontes externas, como o sol, para obter calor. Os mais vulneráveis, aponta Chaves, são os sapos, pererecas e rãs que vivem nos pontos mais altos da Mata Atlântica e têm menor capacidade de dispersão, comparados aos animais de outros grupos. Entre as plantas, a vantagem fica com aquelas cujas sementes conseguirão se dispersar para áreas mais amenas.

O estudo, que serviu de base para um artigo científico publicado pela revista científica Global Change Biology (Biologia da Mudança Global, em tradução livre), foi supervisionado pela professora do IB Clarisse Palma-Silva. A docente é a pesquisadora principal do Centro de Pesquisa da Biodiversidade e Mudanças do Clima (CBioClima) – núcleo multidisciplinar financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) dentro do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), com sede no campus de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Sua realização obteve apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fapesp.

Para a elaboração do artigo, o biólogo e a professora buscaram parcerias com especialistas em biogeografia, aves, anfíbios e borboletas. Daí o trabalho ser assinado também pelos pesquisadores Ana Carolina Carnaval, do City College, em New York (EUA); Bárbara Leal, do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável; Jessie Santos, do Laboratório de Borboletas do IB; e Erison Monteiro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Laboratório natural

O relevo da Mata Atlântica, moldado por uma sucessão de montanhas de baixas e médias altitudes, entre o Nordeste e o Rio Grande do Sul, foi fator decisivo para sua escolha como região de pesquisa. “A elevação é importante porque há uma variação de temperatura de acordo com a altitude: embaixo, temos mais calor; em cima, mais frio. Isso já é um laboratório natural para estudarmos as mudanças climáticas e também como um organismo, ou diferentes organismos, respondem a essa variação de temperatura”, justifica o pesquisador.

O objetivo principal foi entender se a tendência entre as espécies que habitam as porções mais frias e quentes, ao longo do gradiente de altitude da floresta tropical, seria permanecer onde estão, migrar para outras áreas ou desaparecer. A hipótese era que os organismos que hoje habitam os locais mais frios do bioma tenderiam a desaparecer devido ao aquecimento global, enquanto aqueles que estão nas latitudes mais baixas da Mata Atlântica possivelmente poderiam migrar para os pontos mais altos, onde o clima mais ameno favoreceria sua sobrevivência.

Para determinar a área e os limites térmicos da distribuição das mais de seis mil espécies, Chaves levantou os pontos geográficos habitados por cada uma das espécies, com base em informações disponibilizadas em bancos de dados alimentados por cientistas do mundo todo. Já para mensurar a tolerância de cada espécie ao frio e ao calor, o pesquisador se baseou nos resultados de centenas de experimentos que visaram mensurar seus limites fisiológicos de sobrevivência.

Os dados obtidos foram combinados com as variáveis de temperaturas mínima e máxima de cada ponto geográfico, considerando tanto dados do presente como de projeções futuras. “Desta forma, é possível inferir quais espécies irão desaparecer a partir de uma dada temperatura. Assim, foi possível entender como cada espécie está distribuída espacialmente e como se comportará em relação às mudanças climáticas. Consideramos extinção local quando a temperatura máxima projetada for maior do que o limite inferido em cada um dos pontos levantados”, explana o biólogo.

Mais do que indicar os locais onde a espécie não sobreviverá, caso a temperatura supere sua capacidade de tolerância térmica, Chaves ressalta que a análise permite inferir o lugar mais próximo onde, provavelmente, conseguirá sobreviver ao aquecimento global. Com a capacidade de dispersão e a tolerância térmica de cada espécie, o pesquisador traçou uma rota de dispersão, partindo do ponto de extinção local e chegando ao local onde a sobrevivência futura pode ser viável. Esse material foi usado para a construção de um mapa de migração em massa, com um modelo que considera projeções climáticas. O resultado apresentou os pontos mais preocupantes e também os destinos para onde plantas e animais devem migrar, na medida em que a temperatura subir – como a Serra do Espinhaço.

Para a supervisora da pesquisa, o trabalho de Chaves contribui para ampliar o entendimento acerca dos efeitos do aquecimento global sobre os trópicos, assunto que carece de estudos. “É um trabalho ícone para a biota da região tropical, que será a mais afetada com as mudanças climáticas. Esperamos que este estudo possa servir de inspiração para trabalhos em outras regiões do mundo com características similares, na África, ou na porção tropical da Ásia”, avalia Palma-Silva.

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