O governo de São Paulo anunciou que irá revisar os protocolos de segurança adotados em obras da Sabesp após a explosão registrada no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, que deixou um morto, três feridos e causou destruição em imóveis da região.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (12) que o Estado vai reavaliar os procedimentos operacionais diante do grande volume de intervenções em andamento. Segundo ele, o aumento de obras após a expansão dos investimentos no setor exige reforço na fiscalização e maior rigor nos protocolos de segurança.
“Temos hoje cerca de 1.200 canteiros de obras da Sabesp no estado. São muitas frentes simultâneas e precisamos revisar os procedimentos para evitar que situações como essa ocorram”, afirmou o governador durante coletiva de imprensa.
Explosão ocorreu durante obra da Sabesp
O incidente aconteceu na tarde de segunda-feira (11), durante uma intervenção da Sabesp para remanejamento de uma rede de água, quando houve o rompimento de uma tubulação de gás. A explosão provocou destruição em cerca de 10 imóveis e levou à interdição de outros 46, segundo a Defesa Civil. Aproximadamente 160 pessoas foram afetadas.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas logo após a ocorrência para resgate de vítimas e isolamento da área. As buscas foram encerradas após a confirmação de que não havia mais risco de novas explosões.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) informou que abriu apuração “rigorosa, independente e transparente” sobre a atuação das concessionárias envolvidas. Técnicos foram enviados ao local e documentos operacionais foram solicitados à Sabesp e à Comgás.
O governador afirmou ainda que, caso sejam constatadas falhas ou descumprimento de normas, as empresas poderão ser responsabilizadas e punidas. “A regulação vai funcionar. Se houver erro, haverá consequência”, disse.
Atendimento às vítimas e assistência emergencial
Tarcísio também destacou que o Estado, em conjunto com as concessionárias, montou uma força-tarefa para atendimento às vítimas. Segundo ele, famílias com imóveis interditados terão hospedagem emergencial, apoio financeiro e possibilidade de indenização integral ou reconstrução dos imóveis.
O auxílio emergencial inicial foi ampliado de R$ 2 mil para R$ 5 mil por família. Em casos mais graves, o governo estuda soluções como compra assistida de imóveis.
Sabesp e Comgás dizem colaborar com investigações
A Sabesp e a Comgás informaram, em nota conjunta, que lamentam o ocorrido e prestam assistência médica, psicológica e social às vítimas. As empresas afirmam ainda que colaboram com as investigações e que todos os protocolos de segurança foram seguidos durante a obra.
Moradores relataram momentos de pânico após a explosão e afirmaram que houve forte impacto no momento do rompimento da tubulação. Vídeos gravados na região mostram movimentação de equipes e sinais de vazamento momentos antes do incidente.
As causas exatas da explosão ainda estão sob investigação. A Agência Reguladora de Serviços Públicos deve apresentar os primeiros resultados da apuração nas próximas semanas.