O Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, em nova etapa de distribuição nacional. O estado de São Paulo recebeu 515.106 doses do imunizante, dentro da estratégia de abastecimento da rede pública de saúde.
Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões. Segundo o governo federal, os estoques estão garantidos em todo o país, com o objetivo de assegurar a continuidade da vacinação nos diferentes territórios.
As vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas conforme as cepas em circulação e seguem recomendadas prioritariamente para os grupos mais vulneráveis. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, a imunização continua sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes causadas pela doença.
“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirmou o diretor.
O Ministério da Saúde informou que mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local ficam sob responsabilidade dos estados e municípios, que também gerenciam o controle de validade e a aplicação das vacinas.
O envio das doses é realizado por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e número de doses aplicadas em cada localidade. Estados podem solicitar remessas adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais, cabendo ao Ministério avaliar e atender as demandas.
Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde já havia enviado 4,1 milhões de doses aos estados, com cerca de 2 milhões de aplicações registradas no período. São Paulo foi contemplado anteriormente com 1.116.444 doses.
Com a nova remessa, a pasta reforça a estratégia de abastecimento contínuo, somando novos envios aos estoques regionais destinados a crianças e adultos.
O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas e contempla diferentes públicos. Idosos a partir de 60 anos devem receber duas doses, com intervalo de seis meses. Gestantes recebem uma dose a cada gestação. Crianças de 6 meses a menores de 5 anos seguem esquema de duas ou três doses, conforme o imunizante. Pessoas imunocomprometidas recebem três doses iniciais e reforços periódicos. Já a população de 5 a 59 anos não vacinada anteriormente recebe uma dose.
A estratégia também inclui trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
O Ministério da Saúde destaca ainda que a covid-19 pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos de risco, podendo levar ao óbito. Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19 e 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave, sendo 1.456 confirmados por covid-19, com 188 óbitos.
Diante desse cenário, a pasta reforça que a vacinação segue como principal medida de proteção e orienta a população a manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.