O Porto de Santos movimentou 42,8 milhões de toneladas de cargas no primeiro trimestre de 2026, volume 4,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram processadas 40,8 milhões de toneladas. Somente em março, passaram pelos terminais 16,9 milhões de toneladas, alta de 4,9% na comparação anual.
O resultado foi puxado pelas exportações, que somaram 31 milhões de toneladas entre janeiro e março, crescimento de 4,4%. As importações chegaram a 11,8 milhões de toneladas, avanço de 5,7%.
A pauta exportadora de Santos permanece concentrada em commodities agrícolas, energia e produtos industrializados. Os dez principais grupos de mercadorias respondem por cerca de 80% de tudo o que deixa o porto rumo ao mercado externo.
A soja lidera o ranking e representa 23% do total exportado. Em seguida aparecem óleos combustíveis e petróleo, com 12%, e açúcar, com 10%. Na sequência surgem milho (8%), café (7%), celulose (6%), carnes bovina e de frango (5%), algodão (4%), veículos e autopeças (3%) e suco de laranja (2%).
Os dados mostram que Santos segue como principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro e mantém participação nas vendas externas da indústria, especialmente nos segmentos automotivo, papel e celulose e proteínas animais.
Contêineres
Na operação de contêineres, o porto movimentou 1,40 milhão de TEU (medida padrão usada no transporte marítimo para contar a capacidade de contêineres e o volume movimentado nos portos) no trimestre, alta de 3,6% em relação ao ano passado, equivalente a 802 mil unidades. Em toneladas, as cargas conteinerizadas totalizaram 14,7 milhões.
O número de atracações caiu 0,8%, para 1.396 operações no trimestre. Segundo os dados, houve aumento do volume transportado com menos escalas.
Com o resultado do primeiro trimestre, o Porto de Santos mantém crescimento em 2026 e segue como principal estrutura portuária do comércio exterior brasileiro.