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Carnaval de Rua de SP eleva faturamento de comerciantes

por Editor 18 de fevereiro de 2026
18 de fevereiro de 2026
Período de alta temporada para pequenos e médios empreendedores da capital | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
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O Carnaval de Rua de São Paulo tem provocado impacto direto no faturamento de comerciantes instalados nos principais circuitos de blocos e em áreas de grande circulação. Com previsão de 16,5 milhões de foliões ao longo do período e estimativa de movimentar R$ 3,4 bilhões na economia da cidade, a festa também deve gerar cerca de 50 mil postos de trabalho temporários, segundo dados oficiais divulgados pela organização do evento.

Nos bairros com maior concentração de blocos, empresários relatam aumento de até 30% nas receitas, com casos pontuais de crescimento ainda mais expressivo. Para parte deles, o período representa oportunidade de reforçar o caixa, pagar dívidas e investir na estrutura do negócio.

À frente do restaurante Paladar Nordestino, no Bixiga, Rose Rodrigues, 38 anos, afirma que o movimento cresce de forma significativa durante os dias de folia. “Melhora bastante, aumenta muito. A cultura movimenta a economia, não tem como”, diz. Segundo ela, o fluxo maior de clientes impacta diretamente o resultado do mês.

Também no Bixiga, o comerciante Marcos Alan Pereira, 55 anos, proprietário da Choperia e Petisqueria Bixiga há cinco anos, estima alta em torno de 30% no faturamento. “É um evento muito importante para o bairro, é quando o comerciante consegue ter um fôlego financeiro”, afirma. Ele avalia que o Carnaval ajuda a equilibrar períodos de menor movimento ao longo do ano.

Dona da Achiro Pizza há duas décadas, Célia Mota, 53 anos, considera o mês estratégico para o negócio. “A rua fica bem movimentada e o faturamento é maior do que em outros períodos”, relata. Para ela, o aumento de público amplia não apenas as vendas imediatas, mas também a visibilidade do estabelecimento.

Na região central, na Rua Xavier de Toledo, Roberto Silva, 49 anos, que atua com restaurante e lanchonete, também aponta crescimento de aproximadamente 30% nas receitas durante a festa. “Muitos clientes acabam retornando depois”, afirma. Para o empresário Edenilson dos Santos, 39 anos, o período contribui para diversificar o público. “O balanço é positivo. A gente consegue atingir pessoas que não frequentavam antes”, diz.

Entre os ambulantes, a avaliação segue a mesma linha. Thiago Henrique, 37 anos, trabalha há sete anos no Carnaval de Rua e afirma que a edição atual tem registrado bom volume de vendas. Ele atuou na Rua da Consolação e também em Pinheiros. “Estamos conseguindo vender bastante”, relata.

A diarista Aline Cristina, 37 anos, participa pelo quarto ano como ambulante e vê na atividade uma forma de complementar a renda. “Consigo fazer uma reserva e garantir um dinheiro extra”, afirma. Já o analista de seguros Matheus Henrique dos Santos, 20 anos, estreante no evento, diz enxergar na festa uma possibilidade de ampliar ganhos em curto prazo. “É uma abertura de porta para muita gente”, avalia.

Laís Rodrigues de Souza, 28 anos, no segundo ano consecutivo como ambulante, afirma que percebeu aumento no movimento em relação ao ano anterior. “De vendas está bem melhor. Tem bastante gente circulando”, diz. Segundo ela, fatores como estrutura e fluxo de público influenciam diretamente o resultado.

No segmento de food trucks, o impacto também é expressivo. Kelly Patrícia da Silva, 51 anos, trabalha há 15 anos no ramo e participa do Carnaval no entorno do Parque do Ibirapuera há seis edições. Ela afirma que, em dias de maior movimento, o faturamento pode dobrar em comparação a outras datas. “Já teve cliente que voltou este ano depois de ter comprado no ano passado”, conta. A renda extra, segundo ela, será destinada ao pagamento do caminhão utilizado no negócio.

Jacilene Vital da Silva, 44 anos, que normalmente atua nas proximidades do Estádio do Morumbi, decidiu trabalhar no Carnaval no Ibirapuera neste ano. De acordo com ela, em um dia comum as vendas giram entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Durante a folia, o valor pode chegar a R$ 5 mil ou R$ 6 mil. “É o dobro. Ajuda a colocar as contas em dia”, afirma.

O conjunto de relatos indica que o Carnaval de Rua funciona como um período de alta temporada para pequenos e médios empreendedores da capital. Embora os ganhos variem conforme localização, tipo de produto e fluxo de público, a percepção predominante entre os entrevistados é de aumento significativo no movimento e nas receitas durante os dias de festa.

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