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Biomarcadores indicam resposta à terapia contra câncer de bexiga, aponta estudo da Unicamp

por Editor 28 de novembro de 2025
28 de novembro de 2025
Lâmina com fragmentos de tumor de bexiga em laboratório do Instituto de Biologia: tratamento é eficaz em apenas 50% dos casos | Foto: Antoninho Perri/jornal.unicamp.br
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Um estudo conduzido na Unicamp encontrou quatro biomarcadores capazes de predizer a resposta de pacientes com câncer de bexiga ao tratamento padrão contra a doença. Com mais de 11 mil novos casos anuais, essa enfermidade ocupa a sétima posição na lista dos tipos de câncer de maior incidência entre homens brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, e afeta, principalmente, fumantes a partir da quinta década de vida.

A imunoterapia com a vacina BCG é considerada o principal tratamento contra o câncer de bexiga não-músculo invasivo, mas seus efeitos colaterais, como ardência e infecções recorrentes, fazem com que apenas 16% dos pacientes terminem o ciclo completo, que pode durar até três anos. Além disso, o tratamento traz resultados positivos em apenas 50% dos casos, sendo que um atraso de três meses para iniciá-lo já aumenta as chances de recorrência.

“Se você não faz uma terapia correta, o câncer sai da mucosa da bexiga, onde é superficial, e migra para a musculatura. Isso altera o estadiamento do tumor, podendo gerar micrometástase ou metástase à distância”, afirma o médico urologista e autor da pesquisa João Carlos Alonso. Caso migre para a musculatura, a principal indicação passa a ser a cistectomia — retirada da bexiga —, o que acarreta em diversas consequências para a qualidade de vida do paciente, como alta comorbidade, fístulas e internações prolongadas.

O estudo integrou o doutorado de Alonso no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e analisou, retrospectivamente, amostras de tumores de 48 pacientes atendidos no Hospital Municipal de Paulínia, onde o autor coordena o setor de urologia, e no Hospital de Caridade São Vicente de Paula, em Jundiaí. Todos os indivíduos já haviam passado pelo tratamento com a BCG e possuíam câncer de bexiga do tipo pT1, estágio em que o tumor já invadiu a lâmina própria, uma camada de tecido localizada abaixo do urotélio — o revestimento interno da bexiga —, mas ainda não alcançou a musculatura do órgão.

Os achados indicaram a influência de dois eixos diferentes na resposta ao tratamento. No refratário à medicação, pessoas com alta taxa de recidiva e progressão da doença apresentaram tumores com expressão significativa das proteínas HER-2 e SERBP1. Já no eixo responsivo, houve alta expressão das proteínas HABP4 e Interferon (IFN-Y) em pacientes com altas taxas de sobrevida livre de recidiva e progressão. “HER-2 e SERBP1 indicam má resposta à terapia padrão. Então, será que vale à pena fazer o tratamento com a BCG nesses casos ou é melhor seguir por outro caminho?”, questiona o docente do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp Wagner Fávaro, que orientou o estudo.

Alvos terapêuticos

De forma geral, os tumores desenvolvem três tipos de mecanismos para “driblar” o corpo: o escape imunológico, quando se tornam invisíveis para o sistema de defesa; a imunossupressão, produzindo substâncias que inibem o sistema imune; e o bloqueio da ação dos quimioterápicos, convencendo as demais células do corpo a nutri-los e protegê-los. A proteína HER-2, que regula o crescimento, divisão e reparo celular, promove a ação desses três mecanismos ao mesmo tempo, motivo pelo qual os pacientes com essa mutação possuem tumores altamente agressivos.

A HER-2 também é responsável por bloquear a ação do interferon. Essa molécula, envolvida no eixo responsivo ao BCG, ativa as células de defesa adaptativas do corpo, ativando linfócitos T, as partículas que combatem infecções e células cancerígenas. No entanto, se a alta expressão de interferon vier acompanhada de níveis elevados de HER-2, este último deixará o microambiente tumoral imunossuprimido, inibindo as respostas das células T.

A boa notícia é que já existe uma terapia-alvo contra a HER-2. Amplamente utilizada no tratamento do câncer de mama, no qual essa mutação é frequente, esse medicamento poderia beneficiar pacientes que não responderam ao tratamento com BCG. “Antigamente, a terapia oncológica era baseada nas características do tumor de cada tecido. Mas, hoje, nós sabemos que biomarcadores não são exclusivos de um único tipo de câncer, então podemos usar a medicação já existente no câncer de mama para tratar o de bexiga”, afirma Fávaro.

Por outro lado, ainda não há um alvo terapêutico para SERBP1 e HABP4, por se tratarem de uma descoberta recente nas pesquisas oncológicas. Ambas influenciam de maneira antagônica a ação dos protooncogenes, que controlam o crescimento e a divisão celular, freando a proliferação de células, no caso da HABP4, ou acelerando esse ciclo (SERBP1). Entretanto, a busca por precursores dessas proteínas tem sido foco da equipe do professor Wagner Fávaro, em conjunto com o grupo do professor Jörg Kobarg, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, que primeiro as encontrou em tumores colorretais.

Equipe desenvolve alternativa à BCG

Além dos efeitos colaterais e das elevadas taxas de recidiva, um terceiro obstáculo compromete o tratamento do câncer de bexiga com BCG: a escassez mundial do imunoterápico, que persiste desde 2016. Por se tratar de uma vacina biológica produzida a partir de cepas atenuadas do Mycobacterium bovis, sua fabricação exige condições altamente controladas e padronização rigorosa, algo difícil de manter em larga escala. Essa complexidade resulta em variações entre os lotes, limitações na produção e altos custos de distribuição. No Brasil, a ausência de fabricantes públicos agrava o problema: o país depende de importações, e muitos centros do Sistema Único de Saúde (SUS) já não conseguem adquirir o medicamento de forma regular.

Devido a isso, há quinze anos, a equipe do professor Wagner Fávaro vem desenvolvendo uma alternativa à BCG: uma imunoterapia sintética de nova geração chamada OncoTherad, capaz de ativar o sistema imunológico por vias semelhantes às estimuladas pela BCG, porém sem depender de microrganismos vivos. Tal característica confere a essa imunoterapia maior segurança, estabilidade e reprodutibilidade, além de potencializar a resposta imune antitumoral.

A avaliação da eficácia do OncoTherad foi o objeto do doutorado de João Carlos Alonso, que investigou a ação desse medicamento em 44 pacientes com tumor de alto grau e indicação de cistectomia. Após 24 meses, os experimentos mostraram resultados animadores, com 28% de recidiva, mas nenhuma progressão da doença. “Isso nos deu ânimo para aumentar o trabalho com o OncoTherad. É uma molécula nova, genuinamente brasileira e com um potencial enorme. Nós estamos vendo que é um caminho muito promissor e já temos outros pacientes sendo tratados com ela para tumores de mama, cólon e glioblastoma”, comemora Alonso.

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